sábado, 20 de abril de 2013

Millennium: As diferenças entre as versões Americana e Sueca.

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Hey Leitores! Essa é a primeira batalha que faço entre filmes. Bom, isso tem um motivo. Tanto um como o outro são adaptações do livro "Os Homens que não amavam as mulheres" de Stieg Larsson (resenha aqui).

Embora o que tenha me levado a ler essa história foi a versão americana, confesso que gostei muito dos dois filmes.

Vamos agora ao que interessa: Como seguirá a batalha? 

Serão julgados a atuação dos protagonistas; fidelidade do enredo e os artifícios visuais.

PAPÉIS PRINCIPAIS (EMPATE!)

Os dois filmes trazem personagens com características totalmente diferentes um dos outros. Mas mesmo assim conseguem dar conta do recado e transmitir cada um sua essência.


Enquanto Michael Nyqvist traz um personagem apático que nunca se dá conta de nada, Daniel Craig demonstra a esperteza e sagacidade que faltou ao ator sueco. Contudo, nas descrições do personagem original só me vinha Michael à cabeça e vamos combinar que o "007" aí ao lado já está mais do que marcado por o personagem de James Bond.




A versão sueca (direita da imagem) é f#$a; tem um caráter dominante, faz o que bem entende, não leva desaforo pra casa. Já a versão americana vivida por Rooney Mara tem um perfil mais passivo agressivo, sofre em silêncio, guarda sentimentos que não expõe, ou seja, é mais frágil.

Vamos encarar da seguinte forma: Na história em si, o comportamento de Lisbeth é realmente passivo e a agressividade se encontra apenas em sua mente. Mas é inegável o show de atuação das atrizes, em especial Noomi Rapace.


FIDELIDADE NO ENREDO (PONTO PARA U.S.A)

Assisti aos filmes separadamente e fui enumerando tudo aquilo que foi ou não mostrado na tela. Prefiro não entrar tanto em detalhes para não estragar a história, mas desde a inserção de personagens até o conteúdo de informações os Estados Unidos sai na frente. 


Um exemplo: Mikael aceita trabalhar no caso do desaparecimento de Harriet em troca de uma boa quantia oferecida por Henrik e a "cabeça" de seu maior inimigo, Wennerström

ARTIFÍCIOS VISUAIS (PONTO PARA U.S.A)

A trilha de suspense junto a descrição e imagens no desaparecimento de Harriet favorecem para criar um ambiente típico de qualquer thriller que se preze. O cenário, as cenas externas e de ação foram muito bem feitas. Mas não seria diferente quando estamos falando de um país que se dedica justamente a isso, verdade?

Sente só a abertura macabra e psicodélica do filme:


COMENTÁRIOS


O final vago da versão Sueca não foca na relação entre Mikael e Lisbeth e sim na vingança feita contra Wennerström. Parece até que Mikael gosta mais de Lis do que o contrário. Ele é o sensível e ela a durona.

Já a viagem de Lisbteh no final do filme (EUA) para ajudar a provar a inocência de Mikael é perfeita e o fim é justamente aquele gente! Foi por isso (quem assistiu sabe do que ou de quem eu estou falando) que eles não ficam juntos.

Como já foi dito anteriormente, os dois filmes são muito bons e bem recomendados. O debate em questão aqui presente é sobre uma comparação entre filmes tendo como base a história original.



VENCEDOR = VERSÃO AMERICANA (2012)

ESCOLHA VOCÊ MESMO!

Versão Sueca: Indicada para aqueles que curtem um filme mais cult, com uma história psicologicamente mais densa com uma dose de choque mas que não chegue a ser tenso.


Versão Americana: Indicada para os amentes de livros que prezam pela fidelidade a história e que curtem uma boa pegada de ação, mistério e tensão. Com os efeitos que somente uma produção "Hollywoodiana" pode oferecer.



E então, já assistiu algum desses filmes? O que achou? Conta pra gente!

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PS: É impressão minha ou a Noomi Rapace e a Mel Fronckowiak (Rebelde) são bem parecidas???

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